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Projeto de Pesquisa

MONITORAMENTO DAS ÁGUAS SUPERFICIAIS EM MICROBACIAS EXPERIMENTAIS COM PLANTIO DE EUCALIPTO EM ÁREAS DA CENIBRA S.A.

Prof.ª Dr.ª Gabriela von Rückert

Prof.ª Me. Alice Arantes Carneiro

O cultivo do eucalipto, seja para produção de carvão ou celulose, se constitui uma atividade econômica expressiva no estado de Minas Gerais, em especial na bacia do Rio Doce, chegando a representar 20% da produção nacional (ABRAF, 2013). Por ocupar grandes extensões de forma a alterar consideravelmente a ocupação do terreno da bacia hidrográfica, esta atividade apresenta um potencial de alteração das características físicas e químicas dos cursos d’água, que por consequência levam a alteração da biota. Tais alterações podem comprometer a qualidade da água para os seus diversos usos, o que torna o monitoramento uma ferramenta importante de controle e prevenção de danos ambientais.

O trabalho consistiu no monitoramento de variáveis ambientais de quatro ambientes aquáticos lóticos em áreas de cultivo de eucalipto da CENIBRA SA na bacia do Rio Doce, região do Vale do Aço. O projeto vem sendo conduzido desde agosto de 2010, sendo que uma das áreas (Baratinha) iniciou em 2014.

O monitoramento foi realizado em quatro córregos situados no Médio Rio Doce, Minas Gerais, na sub-bacia do Rio Santo Antônio (UGRH DO3). São cursos d’água de pequena ordem (1ª a 3ª ordem) e localizam-se nos municípios de Açucena, Belo Oriente e Coronel Fabriciano, respectivamente. As microbacias são ocupadas por áreas de reflorestamento com Eucalyptus spp e áreas de reserva legal e preservação permanente compostas por matas ciliares e vestígios de Mata Atlântica e se encontram nos projetos de plantio: Baratinha, Córrego Grande, Milagre e Vai-e-Volta.

Em todos os pontos monitorados foram avaliadas variáveis físicas, químicas e biológicas associadas a qualidade da água de acordo com APHA (2005). Variáveis como temperatura, pH, oxigênio dissolvido e condutividade elétrica foram medidas no local por meio de sonda multiparâmetros (FIGURA 1). Amostras de água superficial e da comunidade bentônica para análises laboratoriais (FIGURA 2). As demais análises físicas e químicas da água foram conduzidas no Laboratório de Pesquisa Ambiental do Unileste (FIGURA 3), enquanto a avaliação dos organismos bentônicos foi realizada no Laboratório de Ecologia do Unileste. Cabe ressaltar, que desde dezembro de 2014 o ponto Milagres encontra-se sem água corrente.

No ano de 2018, as concentrações de OD apresentaram flutuações mensais, com um valor abaixo do limite legal em CG2 no mês de março (3,13 mg.L-1), com recuperação no mês subsequente. As médias foram acima de 6,5 mg.L-1, indicando a boa oxigenação dos ambientes (FIGURA 4). Quanto à disponibilidade de nutrientes, apenas P-total apresentou um valor um pouco acima do limite legal de 0,1 mg. L-1 em CG2 no mês de janeiro (FIGURA 5). Quanto aos sólidos em suspensão, especialmente no período chuvoso (dezembro e janeiro), ocorreram concentrações acima do limite legal de 100 mg.L-1 (FIGURA 6). De forma geral, todos ambientes amostrados (Baratinha, Córrego Grande, Milagre e Vai-e-volta) apresentaram-se de acordo com limite legal estabelecido para águas doce classe 2 de acordo com a Resolução CONAMA 357/2005 e Deliberação Normativa Conjunta COPAM/CERH-MG 01/2008 para os parâmetros monitorados (OD, pH, sólidos dissolvidos, N-amoniacal, Nitrito, Nitrato, P-total, turbidez e cor) com inconformidades esporádicas.

Quanto à biota de macro invertebrados, foram triados e identificados 6861 indivíduos. Foi observado durante o estudo predominância da Ordem Diptera com maior representatividade da família Chironomidae (68%). Essa família é amplamente encontrada em diferentes tipos de habitas podendo se adaptar aos mais diversos ambientes por não possuírem nenhum tipo de exigência quanto aos microhábitats.  Indivíduos da Ordem Trichoptera representaram (13%). A presença desses organismos caracteriza principalmente boa oxigenação da água e diversidade de matéria orgânica e inorgânica, já que esses organismos utilizam pedras e folhas para construção de abrigo contra predadores e para captura de alimento, sendo reconhecidos por sua associação à ambientes bem preservados. Dentro da ordem Trichoptera a família mais representativa foi Limnephilidae (4%).